Redefine-se
o papel do professor: "mais do que ensinar", trata-se de fazer
aprender, concentrando-se na criação, na gestão e na regulação
das situações de aprendizagem. A incorporação da TIC na escola
favorece a criação de redes individuais de significados e a
constituição de uma comunidade de aprendizagem que cria sua própria
rede virtual de interação e colaboração, caracterizada por
avanços e recuos num movimento não linear de interconexões em um
espaço complexo, que conduz ao desenvolvimento humano, educacional,
social e cultural. O movimento produzido pelo pensar em redes de
conhecimento propicia ultrapassar as paredes da sala de aula e os
muros da escola, rompendo com as amarras do estoque de informações
contidas nas grades de programação de conteúdo.
Se
a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações,
ela está na contramão da história, alheia
ao espírito do tempo e, criminosamente, produzindo exclusão social
ou exclusão da cibercultura. Quando o professor convida o aprendiz a
um site, ele não apenas lança mão da nova mídia para
potencializar a aprendizagem de um conteúdo curricular, mas
contribui pedagogicamente para a inclusão desse aprendiz na
cibercultura. Cibercultura quer dizer modos de vida e de
comportamentos assimilados e transmitidos na vivência histórica e
cotidiana marcada pelas tecnologias informáticas, mediando a
comunicação e a informação via Internet. Essa mediação ocorre a
partir de uma ambiência comunicacional não mais definida pela
centralidade da emissão, como nos mídias tradicionais (rádio,
imprensa, televisão), baseados na lógica da distribuição que
supõe concentração de meios, uniformização dos fluxos,
instituição de legitimidades.
A
escola hoje acompanha o cotidiano do discente, a
sociedade do conhecimento vem trazendo novos enfrentamentos para a
população, pois as exigências na formação de cada área
profissional tendem a mudar, e o aluno precisa estar preparado para
essas transformações. Portanto, a formação deve contemplar um
espaço aberto para o diálogo, para a busca incessante do novo, do
desejo de pesquisar e tornar-se autônomo e produtivo. Com isso
docente mesmo não estando totalmente preparados e alguns municípios
não lhes dando condições de ferramentas para aderir a inclusão
digital.
O Brasil precisa melhorar a competência dos professores em
utilizar as tecnologias de comunicação e informação na educação. A forma como o
sistema educacional incorpora as TICs afeta diretamente a diminuição da
exclusão digital existente no país.
Vários pontos devem ser levados em conta quando se procura
responder a questões como: Como as TICs podem ser utilizadas para acelerar
o desenvolvimento em direção à meta de "educação para todos e ao longo da
vida"? Como elas podem propiciar melhor equilíbrio entre ampla
cobertura e excelência na educação? Como ela podem contribuir para
reconciliar universalidade e especificidade local do conhecimento? Como
pode a educação preparar os indivíduos e a sociedade de forma a que eles
dominem as tecnologias que permeiam crescentemente todos os setores da vida e
possam tirar proveito delas?
·Primeiro, as TICs são apenas uma parte de um contínuo
desenvolvimento de tecnologias, a começar pelo giz e os livros, todos podendo
apoiar e enriquecer a aprendizagem.
·Segundo, as TICs, como qualquer ferramenta, devem ser
usadas e adaptadas para servir a fins educacionais.
·Terceiro, várias questões éticas e legais, como as
vinculadas à propriedade do conhecimento, ao crescente tratamento da educação
como uma mercadoria, à globalização da educação face à diversidade cultural,
interferem no amplo uso das TICs na educação.
EQUIPE:
Damião; Francisca Maria Pinto Araujo, Lindalva Liandro de Alcantara, Eliane, Soraya Almeida Mendes de Oliveira, Márcia Alves, Ana Rosa Dias Borges e Kamylla.

